As características da macroeconomia brasileira estão promovendo um “boom” de consumo. A mudança do perfil de consumo, o acirramento da concorrência e a necessidade de manter-se atualizado imprimem um ritmo forte de mudanças aos varejistas. As redes de varejo, como um canal de distribuição, estão buscando compreender este momento para adequar a oferta de produtos e serviços x demanda do consumidor final. A loja é o lugar físico dessa competição, onde as empresas se posicionam, onde se criam espaços cada vez mais lúdicos para ganhar mercado ou para evitar perder mercado. Além da presença geográfica e física, a loja extrapolou os conceitos tradicionais para tornar-se um espaço de interação com o seu público-alvo.
Tempo de convergências e interatividade requerem projetos inovadores!
Um dos instrumentos disponíveis para enfrentar este desafio é o crescimento de número de lojas. Contudo, de forma isolada, aumentar o número de pontos de vendas é uma ação insuficiente caso não venha acompanhada de um projeto maior. Pois a expansão do número de lojas é uma decisão que impacta todas as áreas de uma empresa (tecnológica, logísticas, custos, suprimentos, de marketing).
Desta maneira, além da esfera da obra civil de uma loja de varejo, a complexidade deste plano demandará a elaboração de um projeto amplo que contemplará as ações estratégicas, os investimentos, e outros projetos capazes de conduzir à busca de um melhor posicionamento no mercado, por exemplo.
Mas abrir várias lojas simultaneamente em diferentes regiões com escopo, prazo e qualidade é uma tarefa árdua e complexa. Para auxiliar a gestão desse crescimento faz-se necessário criar um “Escritório de Gerenciamento de Projetos” que basicamente é uma unidade exclusiva para cuidar do projeto e que reúna as diversas disciplinas envolvidas, que coordene os processos e determine os fluxos de trabalho de maneira organizada e conjunta.
Esta unidade atuará na coordenação estratégica alinhando os esforços e os envolvidos para que as obras sigam o escopo, custo e cronograma definidos. Os projetos passam a ser coordenados sob um plano maior envolvendo arquitetura, visual merchandising, comunicação visual e o mobiliário e também toda a operação de uma loja de varejo (expansão, marketing, logística, compras, estoque, recursos humanos etc.). Cada obra será conectada com o escritório central que reunirá as informações e tomará as decisões estratégicas para que o plano como um todo se viabilize.
Desta forma, ser competitivo no varejo envolve também conduzir e programar várias obras ao mesmo tempo melhor do que o concorrente. Esta maneira de trabalhar permitirá alcançar resultados qualitativos e quantitativos com a agilidade e flexibilidade que o mercado impõe. Pode ter certeza, um projeto de expansão ordenado e simultâneo envolve um conjunto de profissionais, empresas, serviços, fornecedores que possuem interesses conflitantes e que necessitam de orientação e de liderança.
O Escritório de Gerenciamento de Projetos essencialmente será um instrumento de gestão, de controle e de ação minimizando os conflitos, mitigando os riscos, buscando os caminhos e fazendo a gestão dos relacionamentos. O resultado será um plano de expansão profissional alinhado com os objetivos estratégicos da empresa aproveitando o forte e atual ciclo de crescimento!
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